2 de outubro de 2020

Coisas que me trazem paz





















Já faz um tempinho que não apareço por aqui. Ando meio insatisfeita com o layout do blog, mas acho que nem foi isso que me manteve meio distante. Tem sido dias corridos por aqui, daqueles em que a gente jura que não vai dar conta das coisas, mas no final tudo se encaixa, sabe? Ainda bem. Só que no meio disso me bateu um cansaço que é bem típico dessa época do ano (aliás, outubro, já?). Entre um trabalho e outro, paro pra fazer um café, ver uma série, ficar uns minutinhos no quintal, ouvir o meu queridinho Spotify, entre outras coisas... Sinto que tudo isso me traz um pouquinho de respiro e paz. E por aí, o que te traz paz?

4 de setembro de 2020

O que os sons me ensinam

A música pode nos ensinar muitas lições. Uma delas é não torcer o nariz pra algo que eu sequer me dei a oportunidade de conhecer. Um bom exemplo é música clássica/instrumental; antigamente eu dizia que não suportava, mas pra me contradizer, mais tarde eu me apaixonei pela trilha sonora de Amelie Poulain que é toda instrumental, então percebi que não é que eu não gostava, apenas nunca tinha dado a chance pra alguma obra me conquistar. 

A lição dessa semana do conservatório que eu estudo, é ouvir/apreciar essas músicas e perceber as nuances que a gente deixa passar quando está com os ouvidos "fechados". Eu, que amo metáforas, acho que é uma boa lição pra levar pra vida.

*Bônus meu: uma música do filme, porque sim! 

Mas e você, já teve algum preconceito que foi destruído depois de uma chance que se deu? me conta 

1 de setembro de 2020

Mainha

Escrevo esse post enquanto ouço a playlist que fiz pra você, mas que é nossa - que serve de trilha pras conversas e risadas, principalmente na cozinha (acho que a nossa faixa preferida é Stand By Me). E como sou grata por esses momentos, sabe? Pelo seu dia, mainha, que abre setembro como um anúncio de que estão por vir dias melhores.

Obrigada por ser a minha mãe, sem tirar nem por. Obrigada por sempre ter me apoiado, por ter me dado conselhos e consolos reais, e por ser um bom ouvido também, por andar comigo e ser a minha melhor amiga - sempre fomos uma pela outra. Você é uma inspiração de força e resiliência - e saiba que é sempre esse o meu pensamento quando olho pra você (além de "por que eu não sou mais parecida com ela?").

E só porque você gosta de ouvir isso desde que eu era uma pirralha... Te amo... do fundo do meu coração!

30 de agosto de 2020

Sobre agosto e o susto da última sexta


AVISO: Se você já foi assaltada(o) esse post pode ser um gatilho pra memórias relacionadas; aqui está o relato do que me aconteceu nos últimos dias.

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Na playlist: After the Storm - Mumford & Sons 

O mês ainda não acabou oficialmente mas eu queria comentar sobre ele e sobre a vida. Porque aqui, outro giro de 180° aconteceu.

Foi um mês quase tranquilo. Como comentei em algum post, minhas aulas da faculdade regressaram no modo remoto e ando tentando me adaptar a esse formato - que não é nada fácil. Sinto que a maior barreira sou eu mesma, porque tenho constantemente que lutar com a procrastinação, sabe? e no meio disso me veio um desânimo, talvez pelo meu ciclo menstrual ou simplesmente por conta desses picos de altos e baixos que estamos experimentando mais do que nunca. Fato é que passei dias sem muita coragem pra me mexer e pasmem, enjoei até de ouvir música. Eu queria só silêncio e calmaria, mas é aquela coisa, o mundo vai correndo e não te dá muita folga - é trabalho daqui, trabalho ali. Não quero ser chata, mas quem nunca sentiu um desejo de apenas dar uma pausa sincera, né?

Então percebi que ainda que pareça contraditório, o meu desejo de silêncio não me impedia de estar me sentindo só, na verdade, eu estava criando um casulo. Após meses dentro de casa saindo minimamente, acredito que é até normal que a gente crie uma resistência ao mundo lá fora, sei lá, cada um reage diferente. No domingo passado minha mãe precisou ir pagar uma conta no shopping e me desafiei a ir junto, só pra ver um pouco como tão as coisas lá fora e nem eu sabia o quanto precisava disso. 

Não acho que tenha comentado por aqui, mas tenho uma banda com os meus amigos e após meses sem nos ver, decidimos logo no início da semana que era hora de aos poucos ir voltando aos ensaios, que ocorrem na nossa igreja. Foi o que fizemos, guardei álcool na bolsa, peguei a máscara e nos encontramos. Mas sabe quando você se sente tão íntima da pessoa, que mesmo após meses, quando vocês se encontram parece que nada mudou? então... eu estava com saudade das brincadeiras de um, do jeito meio Chandler debochado do outro, e de como me sinto bem com eles. 

Infelizmente, logo na volta do nosso primeiro ensaio, fomos surpreendidos por dois caras armados numa moto, nessa última sexta. Eles não quiseram os instrumentos, apenas os celulares. Revistaram os meninos e quanto a mim, parecia que eu nem estava ali, apenas entreguei o meu celular ~novinho~ e pedi a Deus pra que nada acontecesse de pior, que eles apenas fossem embora. Mas não vou mentir, foi a primeira vez que eu temi pela minha vida e a dos meninos. Quando eles fugiram, eu não conseguia acreditar no que tinha acabado de acontecer e a adrenalina me alcançou. Fiquei nervosa, ofegante e andando rápido, enquanto os meninos me diziam "calma, já passou". Eu tava com medo dos caras voltarem. Minha casa ficava ali perto então alguns minutos depois um dos meninos tomou as rédeas da situação e contou o que havia acontecido pra minha mãe. E ela sempre me surpreende. Cheguei a pensar que iria ficar nervosa mas reagiu calmamente enquanto tentava me acalmar.

O resto da noite de sexta se resumiu na frente do computador cumprindo todo o protocolo pós assalto. Sabe, nunca fui do tipo de achar que nunca iria acontecer comigo, mas sempre procurei viver minha vida sem permitir que o medo me parasse e infelizmente, agora que aconteceu, eu não sei como vai ser daqui pra frente. Ontem foi horrível, não só pela perda do celular mas o vazio e o sentimento de  impotência/insegurança que fica, entende? as pessoas dizem "que bom que você está bem" e eu concordo, mas dentro eu sei que não estou completamente bem. Me sinto abalada e temo só de pensar em sair de novo. Aliás, justamente numa das primeiras saídas que dei em meses isso aconteceu. No momento, vou me permitir sentir; chorar quando for preciso, escrever sobre, porque sei que é necessário. 

Enfim, isso tudo me fez lembrar o quanto a vida pode mudar num piscar de olhos. Por exemplo, essa foto que coloquei no post, foi tirada na sexta à tarde, e obviamente jamais passou pela minha mente que horas depois algo ruim iria acontecer. Mas a vida vai girando e contra os sentimentos de desesperança eu tento me lembrar de ser grata e pensar no lado bom... nós ainda estamos aqui. E por mais que seja clichê, me faz perceber o quanto preciso aproveitar cada momento, com os meus e até comigo mesma, como nesta tarde em que fiquei contemplando o céu azul de um dia ensolarado.

Perdoem se foi um post meio pra baixo, mas de verdade, precisava colocar tudo isso pra fora. É a vida, afinal, não é mesmo? Não posso simplesmente ignorá-la. E de verdade, hoje estou me sentindo bem, ao menos, melhor que ontem. E acho que é assim que preciso encarar os dias, um de cada vez. Sei que a cada manhã temos uma nova chance, mas essa situação toda me fez sentir que eu ainda tenho algo pra fazer por aqui. Fico perguntando a Ele o quê exatamente, na esperança de que ainda que eu não me sinta pronta pra ouvir a resposta, Ele me ajude a caminhar. Em frente, com coragem. E na ânsia de que setembro seja bem melhor.

Até mais, se Deus quiser! E fiquem muito bem, meninas! Como estão as coisas por aí? 

24 de agosto de 2020

Pra guardar no coração: Reply 1988 (K-drama)

Via

Sim, eu sou dorameira, haha. Jamais pensei que viria falar de algum dorama (novela asiática) aqui no blog, mas depois de uma longa pausa voltei a assistir e me deparei com Reply 1988, uma série sul-coreana, de romance/comédia familiar, lançada entre 2015-2016. Fecha a coleção dos Reply (existe ainda, o 1997 e o 1994). Como o nome sugere, tanto esse quanto os outros se passam entre as décadas mencionadas; o 1988 em específico gira em torno de cinco amigos de infância que moram no mesmo bairro e basicamente se desenrola entre a amizade, memórias e laços construídos tanto entre eles quanto com suas respectivas famílias ao longo dos anos - da infância à juventude.

Vale ressaltar duas coisas: 1) por algum motivo a ordem de lançamento é Reply 1997 - Reply 1994 - Reply 1988, por isso acredito que não há problema em assistir na ordem que você quiser (eu assisti numa ordem aleatória), até porque apesar de ambas se conectarem em algum ponto, nenhuma é continuação da outra. 2) Ainda que se passe nas décadas mencionadas, o interessante é acompanhar a passagem dos anos e perceber a evolução dos personagens.

AMIZADES & PERSONAGENS PRINCIPAIS
Os personagens principais (se é que existe mesmo principais) neste drama são os cinco amigos:

Via Pinterest

  • Sung Duk-Seon: Nossa mocinha é um amor. Vive com seus pais e irmãos (Bo-ra e No-eul), divertida, romântica, comilona, espirituosa, irmã do meio, um tanto confusa, mas sempre disposta a ajudar os seus amigos e vive em pé de guerra com sua irmã.
  • Ryu Dong-Ryong:  O conselheiro e dançarino do bairro. Ele é super animado e até bem parecido com a Duk-Seon; às vezes apronta, vive tentando fugir das broncas do pai (que por sinal é o seu professor) que está sempre tentando fazê-lo estudar. No fundo ele se sente só pela falta de atenção dos pais, e principalmente de sua mãe.
  • Sung Sun-Woo: Vive com sua mãe e irmãzinha (super fofa). Por ter perdido o pai tão novo, é muito maduro, decidido e basicamente perfeito (o orgulho da mãe).
  • Kim Jung-Hwan: Tem um jeitinho de durão mas é um amor (e tem um sorriso muito fofo). Na verdade, ele tem mesmo é dificuldade pra se expressar. Vive com seus pais e seu irmão. Eu percebo nele uma característica sacrificial, pois sempre está disposto a se doar pelos amigos ainda que ele mesmo saia machucado (algumas vezes literalmente, rs').
  • Choi Taek: O fofinho super-star da turma, e também tem um sorriso contagiante. Ele é jogador de Go, um jogo pelo que percebi levado bem a sério no país. Apesar de ser um esporte (?) que exige muita inteligência e concentração e o Taek ser bem sucedido em todos estes aspectos, quando se trata das relações sociais é muito reservado e super dependente até pra amarrar os sapatos ou estacionar um carro. Pela turma ele é tratado como alguém muito inocente, mas vai desenvolvendo sua personalidade ao longo da série. É no seu quarto que os cinco sempre se encontram pra conversar, ver filmes, resolver conflitos, serem eles mesmos e sobretudo, é lá que eles passam muitos de seus melhores momentos.
FAMÍLIAS
Mais do que habitar no mesmo bairro e serem vizinhos, eles são como uma grande família. Ajudam uns aos outros, se divertem também, trocam alimentos, choram e se apoiam - é lindo de ver. E eu disse lá em cima um "se é que existem personagens principais", porque apesar de ser uma história narrada pela Duk-seon, cada um tem o seu momento. Cada família e personagem tem o seu espaço. E isso torna esse um dorama muito particular, pois é claro, existe o romance (ou melhor, os romances, mas esse não é o foco - a relação entre as famílias e a efemeridade da vida, sim. Então, é impossível não se identificar, se divertir horrores e até mesmo chorar MUITO em alguns momentos, sabe? Faz a gente lembrar e refletir sobre coisas da nossa própria vida.

Li em algumas resenhas que nessa série não existem vilões. Concordo. São apenas gente como a gente, vivendo suas vidas; acertando e errando em muitos momentos, tentando encontrar seu rumo, mas sempre resilientes pois estão apesar de tudo, juntos. É um trajetória que com maestria nos faz querer ser gratos por cada dia, por cada momento... porque todos passam, e quando olhamos pra trás o que resta é apenas a saudade - então que seja de um jeito bom por saber que vivemos na ânsia de aproveitar o melhor da vida. 

Também nos ensina que nem sempre a vida segue o rumo que gostaríamos pois tem coisas que não dá pra controlar, mas faça sempre o melhor que puder! E por favor, por favor... não deixe algo ou quem você ama pra amanhã. Ame os seus, aprecie o que você tem ainda que seja pouco. Lembre que cada um tem as suas lutas, por isso, seja gentil. Também tenha paciência, a vida vai se encaminhar aos poucos.

ROMANCE *impressões e talvez um pouco de spoiler*
Via Pinterest

O que todos os Replys tem em comum é que os três nos instigam a curiosidade sobre quem se tornou o marido da protagonista, que nesse caso é a nossa querida Duk-seon. Nesse drama em específico cada casal (ou quase todos) que se forma é desenvolvido muito bem, e você certamente vai se apaixonar por eles, maaas...  no que diz respeito ao casal que mais me interessava (apesar de todos serem lindos), eu me decepcionei um tantinho. E não foi nem pelo fato de ser feita de trouxa no meu shipp e ter o meu coração partido em 374645 pedacinhos (tá, isso também!), mas sim porque no fim das contas ainda que qualquer um que ela escolhesse eu fosse ficar feliz, não senti que foi desenvolvido de tal forma que a gente sentisse 100% firmeza, sabe? Como se a história tivesse ido pra outro rumo às pressas. Mas não levem em conta essa parte da minha crítica porque é apenas uma opinião pessoal. 

Quando o drama acabou eu só conseguir pensar a respeito do desenvolvimento do casal dito cujo: "só isso?". Meu coração romântico queria ser nutrido de mais cenas fofas e românticas, haha. E sobre a terceira pessoa (que é muito comum nos doramas) que não foi exatamente deixada de lado mas sim, desistiu de tentar, eu só consegui chorar e MUITO. Tô aqui me segurando pra não falar demais, mas como eu avisei que podia ter um leve spoiler, eu PRECISO desabafar: ele merecia mais. Se você assistir, vai entender o que eu tô querendo dizer. Meu coração doeu junto com o dele e não foi pouco - chorei como se eu mesma estivesse dizendo adeus a um amor que jamais iria se realizar.

O QUE FICOU
Eu terminei de assistir essa madrugada e ainda estou com aquele vaziozinho que dá quando algo muito bom se conclui, sabe? É um dos, se não o melhor drama que já vi em todos esses anos. De uma certa maneira, realista no que diz respeito as situações que nos deparamos no cotidiano. E algo que não comentei mas preciso dizer, é que o que mais me cativa é o sentimento de nostalgia que esta coleção nos causa. Ouvimos canções da época retratada, nos lembramos de quando algumas tecnologias ainda eram novidade, da moda extravagante típica dos anos 80 e 90, de fatos que marcaram aqueles anos, e ainda trazemos à memória (por mais redundante que soe) lembranças que teceram a nossa história e quem somos hoje. E é por essa e todas as razões que eu já mencionei que eu te indico esse drama. Vá, sem preconceitos, caso não tenha assistido a doramas ainda e tenho certeza que algo de bom vai permanecer. Sério, gente, tô aqui morrendo de saudades e de alguma forma, escrever por aqui foi ótimo pra ter um registro de tudo o que senti vendo a série. 

UTILIDADES
Onde assistir: Netflix ou Viki (legendados)
Abertura: aqui
Site com informações da série: aqui

Até mais!